E o To Bem Aki também entra nessa homenagem contando um pouco da história dos principais personagens.
Duas fotos até então desconhecidas foram divulgadas, veja:
Angelines Fernández
Angelines Fernández Abad (Madri, 9 de Julho de 1922 — Cidade do México, 25 de Março de 1994) foi uma atriz espanhola radicada no México, mais conhecida por atuar no programa humorístico El Chavo del Ocho (Chaves).
Logo no começo da Segunda Guerra Mundial, seguiu para o México e começou sua carreira de atriz no início dos anos 70, quando Chespirito a convidou para trabalhar no seriado Chaves, interpretando a Dona Clotilde, que era chamada pelas crianças de Bruxa do 71 cujos bordões eram: "Como disse?", "Quem é bruxa?" e "É melhor não dizer nada.", além de alguns pequenos papéis no Chapolin.
Faleceu no dia de 25 de março de 1994, aos 71 anos de idade, vítima de câncer de pulmão. Angelines foi a terceira do elenco do Chaves a morrer, depois de Ramón Valdez, que interpretava o personagem Seu Madruga e Raúl Padilla, que interpretava o personagem Jaiminho, o carteiro.
A atriz sofria de depressão e na decada de 1990 fumava 2 maços de cigarro por dia, segundo sua filha
Poucos sabem, mas Angelines era considerada uma das mulheres mais bonitas do México. Dublada no Brasil por Helena Samara, que também faleceu no ano de 2007.
Édgar Vivar
Iniciou sua carreira artística em 1964 e participou em cerca de 40 obras, que compreenderam autores vanguardistas e mexicanos; mas em 1970, quando realizava rádio-teatros, foi chamado por Roberto Gómez Bolaños para participar de seus programas cômicos. Foi então que conseguiu popularidade com os personagens Senhor Barriga, Nhonho e Botijão.
No teatro atuou em "Marcelino pan y vino" onde fazia o Frei Antonio e também atuou em "En Roma el amor es broma" e em comédias musicais como " La casita del placer". Atuou na comédia "Einstein y Picaso en un cafe de Paris" ,onde interpretou Sagot. Em 1976 protagonizou o musical "La Novicia Rebelde" (A Noviça Rebelde), e por mais de seis anos realizou "La Pastorela de Tepoztlán". Além do êxito que alcançou com Chespirito, participou em várias telenovelas, entre as quais se destacam "Mundo de Juguete" e "Alguna vez tendremos alas" (1997), com produção de Florinda Meza, onde fazia o papel de Sebastian Medina. Filmou uma nova versão de "Zapata" que foi dirigida por Alfonso Arau, o mesmo dos filmes "Como agua para Chocolate" e "Calzonzin inspector". No cinema participou de filmes como "¿No Oyes Ladrar los Perros?", "En el Cine", "El Chanfle", "Don Ratón y Don Ratero" e a produção estrangeira "In and Out".
Participou da zarzuela "Luisa Fernanda", em um papel cômico com tons musicais. Com esta zarzuela fez uma turnê por Miami, Boston e outros lugares dos Estados Unidos. Também fez incursões profissionais na música, já que participou de um espetáculo produzido pelo "Teatro de Bellas Artes de México " e na escola de Zarzuela de Madrid onde cantou com Plácido Domingo. Em 2000, trabalhou numa cara produção da Televisa, chamado "Plaza Sesamo 2000" (Vila Sésamo), onde interpretava um personagem chamado Don Boni onde também havia um tema de Edgar chamado "La Radio" que se incluiu neste programa e viajou com o genial "Circo de Noño y el Sr. Barriga", um circo montado por Édgar em 1985. Seu circo tem equilibristas, cães amestrados, contorcionistas e ainda os monólogos de Nhonho e o Senhor Barriga. Em 1997 viajou ao Chile e instalou seu circo no centro comercial de Santiago. Édgar está muito ligado ao Chile porque sua bisavó nasceu na cidade nortenha de Antofagasta.
Em 1998 foi à Argentina com seu circo e se apresentou em Calchaqui e na rua 12 de Outubro, em Quilmes. Retirou-se dos palcos por problemas respiratórios, chegando até a ser internado. Tudo correu bem e em 2001 assumiu um cargo na Associação Nacional de Intérpretes (ANDI), um cargo muito renomado.
Em 2006, ele atuou no filme Bandidas, vivendo o gerente de um dos bancos assaltados pelas protagonistas vividas Salma Hayek e Penélope Cruz.
Em 2007 interpretou Dr. Balaban, um cientista paranormal, no filme O Orfanato, de Juan Antonio Bayona.
Em 2008, Edgar fez uma cirurgia de bypass gástrico para emagrecer, após ter tido problemas de saúde e ter sido internado diversas vezes devido ao excesso de peso. Desde então, ele já perdeu mais de 70 Kg.
Roberto Gómez Bolaños
Roberto Gómez Bolaños, conhecido como Chespirito (Cidade do México, 21 de fevereiro de 1929), é um escritor, ator, comediante, dramaturgo, compositor e diretor mexicano. Ficou conhecido mundialmente pela criação das séries televisivas El Chavo del Ocho e El Chapulín Colorado, e com o Programa Chespirito que ganhou o título de o programa número 1 da televisão humorística as quais lhe trouxeram grande prestígio e garantiram-lhe o reconhecimento como um dos escritores comediantes mais respeitados do mundo. É sobrinho do ex-presidente mexicano Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (1911-1979).
Depois de 27 anos convivendo, Roberto Gómez Bolaños casou-se com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos inclusive a Dona Florinda, no dia 19 de novembro de 2004, e comemorou com uma grande festa num restaurante da Cidade do México. Ele tem 6 filhos do primeiro casamento, mas nenhum com Florinda por ter feito uma vasectomia. Em 2000, a rede de televisão mexicana Televisa homenageou todo o elenco dos seriados Chaves, Chapolin e Chespirito com o programa "¡No contaban con mi astucia!", ano em que o seriado completava 30 anos.
Origem do apelido
"Chespirito" é a forma diminutiva e castelhanizada do vocábulo inglês Shakespeare (Chekspir). Tal apelido foi dado a ele pelo diretor de cinema Agustín P. Delgado, que considerava Roberto Gómez Bolaños, que mede 1,62m, um pequeno William Shakespeare, capaz de escrever histórias tão prolíficas e versáteis quanto o autor inglês.
María Antoni
María Antonieta de las Nieves (Tepic, 22 de dezembro de 1950[1]) é uma atriz, cantora e dubladora mexicana.[2] É casada desde 1972 com o produtor de televisão Gabriel Fernández.
Antonieta realizou o seu primeiro trabalho aos 8 anos de idade na novela "La Leona", na qual interpretava uma menina má. Dois anos depois, recebeu o prêmio de atriz dramática infantil. Dois anos depois, recebeu um outro prêmio igual.
Em 1974, Antonieta recebeu uma proposta da TV Azteca para apresentar um programa de variedades, mas no ano seguinte voltou a gravar Chaves até 1980, e no programa Chespirito, ficou até 1994, um ano quando se encerraram definitivamente as gravações. No programa Chespirito, atuou sem muito destaque, exceto pela Chiquinha, protagonista do quadro Chaves, e pelas aparições da Dona Neves, junto com o Doutor Chapatin. Também fez a personagem Maruja em Chaveco.
Em 1995, Antonieta passou a fazer a série "Aquí está la Chilindrina", com apenas 20 episódios que foram reprisados em 5 anos - o que rendeu a ela um processo judicial movido por Roberto Gómez Bolaños, uma vez que Bolaños afirmava ser o detentor dos direitos autorais da Chiquinha. Antonieta acabou obtendo os direitos autorais da personagem.
Antonieta sofreu um infarto em 2002, mas conseguiu se recuperar e atualmente está com boa saúde. Até 2003 foi proprietária de um circo, e atualmente é atriz de telenovelas. Fez também uma pequena aparição no seriado "Skimo", da Nickelodeon.
Em 13 de Outubro de 2011, visitou o Brasil pela primeira vez. Também participou do Programa do Ratinho no SBT
Florinda Meza
Florinda Meza García de Gómez (Juchipila, 8 de Fevereiro de 1948) é uma atriz, diretora, produtora, escritora, dançarina e cantora mexicana. Interpretou, entre muitos personagens, a Dona Florinda e a Pópis da série El Chavo del Ocho (ou Chaves), porém alcançou maior popularidade artística quando no programa Chespirito, interpretou a famosa Chimoltrúfia no quadro do Chaveco.
Na sua juventude, a sua vocação artística a leva a estudar artes dramáticas na ANDA (Asociación Nacional de Actores). Trabalhou como modelo de comerciais para televisão e desempenhou diversos ofícios, como o de Secretária para bancar os seus estudos. A sua evidente capacidade histriônica a fez integrar-se à equipe de Roberto Gómez Bolaños ainda bem no início do programa. Chespirito a convida para trabalhar com ele.
A Partir de então, torna-se a estrela feminina dos programas, realizando diversas caracterizações. O seu primeiro trabalho com Chespirito foi em um esquete de "Don Juan Tenorio". Depois, interpretou a imortal Dona Florinda e, mais tarde, a sua sobrinha Pópis. Nos episódios de Chapolin Colorado, quase sempre fazia o papel da mocinha. Em 1978, ela e Bolanõs assumiram o romance numa viagem que fez ao Chile com o elenco.
Trabalhou em todos os cinco filmes de Chespirito, assim como a peça de teatro também escrita por ele, "Títere" (1984), onde fazia o boneco Pinóquio. Participou também do programa Chespirito a partir de 1.980 com personagens nos quadros de Los Caquitos (Chômpiras) onde interpretava a Chimoltrúfia; em Los Chifladitos (Chaparron), em que fazia a Vizinha, além de "El Doctor Chapatín" (Dr. Chapatin), onde interpretava a Enfermeira. Chimoltrúfia obteve grande destaque, primeiro por ser tão diferente da Dona Florinda, segunda por revelar mais o seu talento para a comédia. Dado o enorme sucesso dessa personagem, Florinda Meza introduziu no mercado a revista semanal da Chimoltrúfia, que alcançou um grande êxito editorial.
Como produtora, Florinda Meza produziu na Televisa as novelas: "María de nadie" (1985), "Milagro y Magia" (1991, também atuou), "La Dueña" (1995) e "Alguna Vez tendremos alas"(1997). Também atuou por mais de oito anos consecutivos no sucesso teatral "11 y 12" - mais uma vez ao lado do marido. Segundo depoimento da própria Florinda Meza, Chimoltrúfia foi a personagem que ela mais gostou de fazer.
No Brasil, a atriz Marta Volpiani tornou-se a dona da voz nacional de Florinda Meza e a dublou em todos os trabalhos, dando conta de todas as vozes e timbres diferentes usados por Dona Florinda, Pópis e Chimoltrúfia! Foi um trabalho de dublagem muito extenso e importante. Marta foi mais uma escolha acertada de Marcelo Gastaldi, que seguiu se pelas demais dublagens para o elenco da versão Brasileira dos programas de Chespirito.
Rubén Aguirre
O intérprete do romântico Professor Girafales, nasceu no dia 15 de junho de 1934, em Saltilo, Coahuila, México. É o mais velho e o mais alto dos 6 filhos de Rubén Aguirre Flores.
Estudou em Saltilo até o segundo ano do primeiro grau. Foi viver junto com sua família em Torreón, Coahuila. Lá, ele completou o ensino fundamental na escola Centenario e o ensino médio no colégio Venustiano Carranza. Sempre foi considerado um aluno de ótimas notas, porém muito inquieto. Na faculdade, Aguirre estudou engenharia agrônoma.
Rubén começou a trabalhar muito cedo. Com pouca idade já havia trabalhado de tudo um pouco: já foi locutor de rádio e televisão, ventríloco, ator, narrador de touradas, toureiro, diretor de televisão.
Na cidade de Monterrey, Aguirre, trabalhou no Canal 6, como chefe de locutores e mão direita do gerente do canal. Nessa época, o canal tinha sido recém inaugurado e pouco a pouco começava a competir com o Tele Sistema Mexicano (canal mexicano mais importante nessa época).
Depois, os mesmos donos do Canal 6 abriram um outro canal, o Canal 8, e contrataram Rubén, não como locutor nem como ator, e sim como sub-gerente de produção.
Quando o canal entrou no ar, passou a trabalhar como executivo da empresa e, aos fins de semana, como ator, em um programa de sábado, criado por Roberto Gómez Bolaños "Chespirito", que se chamava "Chespiritotadas". O diretor do canal logo o impediu de desempenhar os dois trabalhos, alegando que, para a imagem da empresa, não ficava bem ter um executivo negociando durante a semana e um ator aos sábados. Para surpresa do próprio diretor do canal, Rubén escolheu ficar como ator e abrir mão do alto salário que recebia até então, como executivo da empresa.
A partir daí, começou a trabalhar com Roberto Gómez Bolaños em várias séries, como: "El Cidadano Gómez", "Los Super Genios de la Mesa Cuadrada", "El Chapulíl Colorado" (Chapolin Colorado) e "El Chavo del Ocho" (Chaves).
No seriado Chaves Aguirre conheceu o sucesso internacional, interpretando o altíssimo Professor Girafales, eterno pretendente da Dona Florinda.
Rubéns ainda atuou em quatro filmes de Chespirito: "El Chanfle", "El Chanfle 2", "Charrito", "Don Ratón y Ratiro".
Com o fim definitivo das gravações do Chaves, em 1993, Aguirre produziu no ano seguinte o programa "Aqui esta la Chilindrina". O programa teve como personagem central a esperta Chiquinha, interpretada por Maria Antonieta de las Nieve.
Desde de 1976, Rubén é proprietário de um circo: "El Circo del Professor Jirafales". Mas, nos últimos tempos, tem mantido-se afastado do seu público e deixado de fazer shows, pois sente muita vergonha do seu corpo. Atualmente, o ator que ficou conhecido interpretando o Professor Girafales está pesando mais do que pesava antes o próprio Seu Barriga. Aguirre engordou mais de 25 quilos devido ao uso de um medicamento para curar um problema que tinha na perna há alguns anos.
Hoje, Rubén Aguirre vive com sua esposa, Consuelo Aguirre, com quem teve 7 filhos
Carlos Villagrán
Nascido em 12 de janeiro de 1944, Carlos teve uma infância pobre. No vilarejo onde vivia, a sua família era a mais pobre de todas; Villagrán, em sua infância, dormia em um colchão com todos seus irmãos.
Ele é conhecido como Pirolo, pois antes de atuar em El Chavo del Ocho, tinha um personagem com esse nome. Ainda antes de viver o Pirolo, Villagrán foi fotógrafo profissional de vários jornais conceituados do México. Seu sonho era ser comediante ou jogador de futebol. À convite de Rubén Aguirre, Carlos Villagrán deixou a fotografia aos 23 anos e começou a viver Quico no seriado El Chavo del Ocho, sendo que já interpretava o personagem no teatro.
No ano de 1979, Carlos Villagrán deixa o elenco do seriado. Devido à imposição de Roberto Bolaños, Carlos foi impedido de atuar com seu personagem no México, forçando sua ida para a Venezuela. Lá, fez o programa Federrico, que não fez muito sucesso. No México, fez ¡Ah que Kiko! e, no Chile, O Circo de Monsieur Cachetón, considerada a pior das séries de Quico (Kiko Botones).
Atualmente, mora em Guadalajara, no México e faz shows em circos. Ele vive com sua atual esposa e com seus seis filhos.
Em agosto de 2010, Villagrán anuncia a sua aposentadoria dos palcos definitivamente e não irá mais interpretar o Quico.
Ramón Valdés
Ramón Goméz Valdés y Castillo (Cidade do México, 2 de setembro de 1923 — Cidade do México, 9 de agosto de 1988[1]) foi um ator e comediante mexicano, célebre por interpretar o personagem Seu Madruga (Don Ramón, no original) na série de televisão El Chavo del Ocho, além de ter atuado nos mais diversos papéis em outras produções do escritor Roberto Gomez Bolaños, tais como El Chapulín Colorado e Chespirito.
Sua carreira teve início na Era de Ouro do Cinema Mexicano, junto com seu irmão Germán Valdés "Tin Tán". Seu personagem Seu Madruga alcançou o status de ícone da cultura popular em grande parte da América Latina.
Primeiros anos
Nascido na Cidade do México em 2 de setembro de 1923. Filho de Rafael Valdés Gómez e Guadalupe Castillo. Na família era conhecido como "Moncho", como todos os filhos do casal tinham seus próprios sobrenomes.[2]. Quando tinha dois anos, ele se mudou com sua família para Ciudad Juárez em Chihuahua, onde seus irmãos, Germán Valdés "Tin Tán", Manuel Valdés "El Loco", e Antonio Valdés "El Ratón Valdés", iriam começar a atuar.
[editar]Atuação no cinema
No início da carreira atuou em pequenos filmes, junto com seus irmãos, também atores, e também com papéis nos filmes de Pedro Infante e Cantinflas, famosos comediantes mexicanos dos anos 60.
Ramón foi um veterano no cinema, trabalhou em mais de 100 filmes, nos quais destacam-se "Calabacitas tiernas" (1948), "El rey del barrio" (1949), "Soy Charro de Levita" (1949), "La marca del Zorrillo" (1950), "Fuerte, audaz y valiente" (1960) e "El capitán Mantarraya" (1969). Também trabalhou em novelas como "Lupita" (exibida no Brasil pelo SBT em 1985).
[editar]Chespirito e os anos de fama
Embora tenha dedicado a maior parte de seu trabalho ao cinema, a carreira de Ramón atingiu seu ápice na TV, com El Chavo del Ocho, que a partir daqui passo a chamar simplesmente de Chaves, por comodidade. Em 1968, Roberto Gómez Bolaños, mais conhecido como Chespirito, o convidou para fazer parte de seu elenco ao lado da atriz María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Rubén Aguirre (Professor Girafales). Juntos, dão início ao programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada, que em 1970 se transformou em Chespirito e durou até 1973.
Em 1971, Chaves estreia e em 1973 é a vez de El Chapulín Colorado. Embora tenha se destacado como Seu Madruga, Ramón Valdés fez várias outras interpretações neste último que ficaram bastante conhecidas, como o pirata Alma Negra, Tripa Seca e a paródia aos EUA Super Sam.
Seu Madruga, no entanto, é indiscutivelmente o personagem mais cativante de Ramón Valdés. Talvez isso seja fruto de sua semelhança com o próprio ator. Para começar, vem o nome. Em seguida, a roupa: as vestimentas de Seu Madruga eram semelhantes às que Ramón Valdés usava em seu cotidiano. Três filhas de Ramón (ele se casou três vezes e teve 10 filhos, sendo que o último nasceu depois de sua morte) chegaram a dizer que seu pai sempre se vestia de maneira simples, tal como o Seu Madruga. Dizem também que alguns de seus bordões mais conhecidos eram usados por ele atrás das câmeras.
As pessoas que conviveram com Ramón Valdés afirmam que ele era, além de muito talentoso, uma pessoa de personalidade forte, mas divertida e atenciosa. Roberto Gómez chegou a dizer que ele foi o único comediante que já o fez “morrer de rir”. Afirmação semelhante teria feito Edgar Vivar, o Seu Barriga. Com o público, dizia-se que Ramón Valdés era sempre muito amável e respeitoso. Não é por acaso que conquistava o respeito e a admiração das pessoas, inclusive de seus colegas de trabalho.
Ramón Valdés sempre se esforçava para manter o ambiente de trabalho o melhor possível, portanto, tratava de amenizar brigas e até de dar uma de conciliador. Mas, em 1979, quando percebeu que mentiras e falsidades estavam tomando conta do lugar, decidiu sair e passou a trabalhar com Carlos Villagrán (Quico), que havia saído um ano antes por divergências com Roberto Gómez. Ambos fizeram várias viagens para apresentar o show Federrico, onde Ramón interpretava Don Moncho, dono de uma loja.
Em 1981, no entanto, após vários convites, Ramón Valdés voltou a trabalhar com Roberto, desta vez com o seriado Chespirito, que voltara a ser gravado. Em 1987, trabalhou com Carlos Villagrán no programa ¡Ah que Kiko! (“Kiko” passou a ser usado por Villagrán pelo fato de Roberto Gómez ter os direitos sobre o nome “Quico”), mas não ficou muito tempo, já que também se dedicava ao seu circo. Além disso, seus problemas de saúde se agravaram ao ponto de impedí-lo de trabalhar.
Ramón Valdés era amigo de praticamente todos os seus colegas, mas teve especial amizade com dois atores de Chaves: Carlos Villagrán e Angelines Fernández, a Dona Clotilde. Quando Ramón já estava no hospital, já muito mal de saúde, Carlos Villagrán percebeu a situação e, numa atitude digna de bons amigos, disse: “nos vemos lá em cima, no céu”. Com o bom humor que o acompanhou até o fim, Ramón respondeu: “não se faça de louco, nos vemos lá embaixo, no inferno”.
Mas, era mesmo com Angelines que Ramón Valdés tinha excepcional convivência. O seu papel de Dona Clotilde foi obtido graças a Ramón, que a apresentou a Roberto Gómez, o que demonstra que a amizade entre ambos surgiu antes de Chaves.










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